Cores no Fila Brasileiro, julho de 1993
Autora: Mar Olivas Tur Publicado em: Revista «Club Español de los Molosos de Arena» Data: julho de 1993 Tradução portuguesa: inteligência artificial O artigo aborda a polêmica sobre as cores admitidas no Fila Brasileiro e defende a posição do CAFIB quanto à rejeição do preto como cor correta na raça. Mar Olivas Tur sustenta que outras cores e combinações, como o branco, o tigrado, o areia e o cinza champagne, fazem parte da história e da autenticidade do Fila. O texto insiste que a qualidade de um exemplar não deve ser julgada exclusivamente pela cor de sua pelagem, mas por sua correção, tipicidade e valor racial.
Por @a.myanimal
Por MAR OLIVAS TUR.
Falar sobre as cores do Fila é sempre entrar em polêmica. Mas não deveria ser assim. Referente às cores, minha opinião pessoal é de apoio incondicional ao C.A.F.I.B. Apoio e compreendo a negativa de aceitar o preto; nunca vi um bom e correto Fila preto, e pessoas com autoridade e conhecimento no Fila confirmaram a ausência total de Filas pretos corretos.
Não se pode dizer o mesmo de outras combinações de cores. Filas tigrados com manchas brancas, cor areia com pinceladas brancas, brancos com grandes manchas tigradas, cinza champagne... Uma cadela cinza champagne preciosa foi SAVANNA DA CAROLINA, absolutamente correta e maravilhosa; outro dos grandes foi BUGRE DO AQUENTA SOL. De cor cinza champagne, mistura de cor cinza e creme azulada, houve grandes Filas Brasileiros, porque é uma cor, embora difícil de conseguir, autêntica.
Também pode nos parecer curioso ver Filas brancos com apenas a cabeça tigrada, ou a cabeça e uma levíssima parte do corpo, mas eles existiram, existem e existirão.
Gostaria de olhar para trás e recordar, na Alemanha, GOZADO DO MATO GROSSO, um digno exemplar de sua raça, tigrado com meias brancas, vencedor em monográficas alemãs e exposições internacionais.
FACENDA CAROLINA, um afixo muito famoso, com Filas muito bons, em sua maioria tanto seus Filas tigrados como os creme têm grandes manchas brancas no corpo; assim recordamos QUEIMADA DA FACENDA CAROLINA, BAGUA DA FACENDA CAROLINA... por que não? O branco no Fila é uma cor básica, já que aparece, em maior ou menor extensão, acompanhando as outras cores: dourado, tigrado, areia.
Mas em todo esse emaranhado de cores nunca veremos um Fila vermelho com manchas tigradas, ou um tigrado com manchas areia; ou um cinza champagne com manchas douradas ou tigradas. As cores, embora com grande variedade de tons, desde o vermelho forte, creme, areia; tigrado escuro, avermelhado, cinza, etc., com suas variantes de manchas brancas, já vêm determinadas quando o Fila é puro.
Talvez para as pessoas de fora do Fila seja mais bonito um cão de cor uniforme, todo dourado, todo tigrado. Mas não deveríamos esquecer que a cor branca esteve no Fila desde sempre; é uma cor que pertence à raça, não a retiremos. O cinza champagne é uma cor surpreendente em qualquer uma de suas tonalidades, mais escura ou mais clara. Por que nos privarmos dela?
Há quem, infelizmente, prejulgue pelas cores; isto é, gostam, por exemplo, dos Filas tigrados e sempre procurarão deixar vencedor um cão tigrado, sem ver, praticamente, além do manto. É certo que as cores podem confundir o olho humano; assim, as cores tigradas, com suas listras ou linhas, podem dar a sensação óptica de mais ossatura ou mais potência, enquanto os tons dourados darão mais sensação de leveza. Embora, como em tudo o mais, seja simplesmente saber ver.
O fato de um Fila ser bom ou mau, correto ou incorreto, típico ou atípico, nunca pode se basear exclusivamente na cor de sua pelagem. Um Fila não é melhor nem pior porque sua cor nos agrade ou desagrade; o que é certo é que, desde minha pequenez, sempre admirarei e sempre admirei a grandeza de colorido que, como seu país, tem o Fila Brasileiro.
Mar Olivas Grupo de Trabajo del Filas Brasileiro
Akira da Montanha, uma bela fêmea branca.
Perguntas frequentes
Quais cores são controversas no Fila Brasileiro?
O artigo aborda a polêmica sobre a aceitação da cor preta no Fila Brasileiro, defendendo que outras cores como branco, tigrado, areia e cinza champagne são autênticas.
O que o CAFIB pensa sobre as cores do Fila Brasileiro?
O CAFIB (e a autora do artigo) não aceita o preto como cor correta para o Fila Brasileiro, mas defende a autenticidade de outras variações de cores e combinações.
A cor branca é aceita no Fila Brasileiro?
Sim, a cor branca é considerada uma cor básica e pertencente à raça Fila Brasileiro, aparecendo em maior ou menor extensão acompanhando outras cores.
A cor cinza champagne é autêntica no Fila Brasileiro?
Sim, o artigo menciona que o cinza champagne, uma mistura de cinza e creme azulada, é uma cor autêntica para o Fila Brasileiro, embora difícil de conseguir.
Como a cor afeta a avaliação de um Fila Brasileiro?
A qualidade de um Fila Brasileiro não deve ser julgada exclusivamente pela cor da pelagem, mas sim por sua correção, tipicidade e valor racial, pois as cores podem influenciar a percepção visual.
Artigos relacionados
A idade ideal para reproduzir o macho e a fêmea Fila Brasileiro, abril de 1994
O artigo analisa as razões pelas quais o CAFIB estabeleceu normas restritivas sobre a idade mínima de reprodução e os períodos de descanso entre ninhadas no Fila Brasileiro. Paulo Santos Cruz defende que a maturidade sexual não equivale à maturidade física completa, especialmente em raças grandes e molossoides. O autor argumenta que reproduzir machos e fêmeas cedo demais pode prejudicar a saúde dos exemplares, enfraquecer a seleção e comprometer a qualidade da raça. O artigo foi publicado por Paulo Santos Cruz na revista “CLUB ESPAÑOL DE LOS MOLOSOS DE ARENA”, em abril de 1994, e traduzido por inteligência artificial.
As cores nos Molossos de Arena, setembro de 1994
Autor: Gilbert de Mulder Publicado em: Revista «Club Español de los Molosos de Arena» Data: setembro de 1994 Tradução portuguesa: inteligência artificial O artigo introduz uma série dedicada à genética das cores nas raças agrupadas como Molossos de Arena. Gilbert de Mulder explica o funcionamento básico dos genes e alelos relacionados com a cor da pelagem, centrando-se especialmente no locus “S” e na sua influência no aparecimento de manchas brancas. O texto analisa casos concretos no Mastiff, Bullmastiff, Mastim Napolitano, Dogue de Bordeaux e Fila Brasileiro, defendendo a importância de estudar os pedigrees e as linhas de criação para evitar combinações genéticas não desejadas.
A versatilidade no Fila Brasileiro, julho de 1993
Autor: Clelia Kruel Desenho: Camburi do Embrema Publicado em: Revista «Club Español de los Molosos de Arena» Data: julho de 1993 Tradução portuguesa: inteligência artificial O artigo apresenta o Fila Brasileiro como uma raça profundamente ligada à história rural do Brasil e destaca sua versatilidade como cão de guarda, caça, companhia e trabalho. Clelia Kruel repassa sua evolução desde os campos brasileiros até as cidades, seu reconhecimento internacional e seu papel como cão de utilidade em condições extremas, especialmente em testes realizados na selva amazônica. O texto sublinha sua rusticidade, resistência, olfato, força, temperamento e capacidade de vigilância silenciosa.
Comparação dos standards CBKC - CAFIB no Fila Brasileiro, fevereiro de 1997
Autor: Jaime Pérez Publicado em: Revista «Club Español de los Molosos de Arena» Data: fevereiro de 1997 Tradução portuguesa: inteligência artificial O artigo compara os standards CBKC e CAFIB do Fila Brasileiro, abordando as diferenças reais entre ambos os critérios de classificação. Jaime Pérez sustenta que o Fila Brasileiro, como raça, deveria ser único e genuíno, mas assinala que, na prática, existem cães diferenciados fenotípica e genotipicamente. O texto centra-se especialmente no temperamento, no sistema nervoso, na cor da pelagem e na aplicação objetiva do standard.
A displasia no Dogue de Bordeaux, setembro de 1994
Autor: Dr. Fontaine Publicado em: Revista «Club Español de los Molosos de Arena» Data: setembro de 1994 Conferência: sábado, 6/11/93 Tradução espanhola: P. Llorca Tradução portuguesa: inteligência artificial O artigo recolhe uma conferência do Dr. Fontaine sobre a displasia no Dogue de Bordeaux. O texto aborda os fatores hereditários, ambientais, alimentares e ligados ao exercício que podem influenciar o aparecimento ou agravamento da displasia. Também explica a importância da radiografia, o correto posicionamento do cão, as primeiras estatísticas de leitura de quadris na raça e a necessidade de realizar controles antes de utilizar exemplares na reprodução.
Falando de cães: The Old English Mastiff, setembro de 1994
Autor: Jesús Cano Publicado em: «Club Español de los Molosos de Arena» Data: setembro de 1994 Tradução portuguesa: inteligência artificial O artigo continua uma série dedicada ao Old English Mastiff e revisa diferentes aspectos históricos relacionados à sua origem, evolução e uso funcional na Grã-Bretanha. Jesús Cano aborda a possível formação da raça a partir de cães autóctones britânicos e molossos asiáticos, a influência normanda, o antigo Ban-Dog, a linhagem de Lyme Hall e a participação de cães do tipo mastim em atividades como caça, defesa, bull-running, bull-baiting, combates com ursos e lutas entre cães. O texto também reflete sobre como esses usos deram origem a outros tipos caninos, especialmente o Bulldog e o Staffordshire Bull Terrier.

